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08/01/2025Entenda a liberação artroscópica de capsulite adesiva
A capsulite adesiva, popularmente conhecida como ombro congelado, é uma condição que causa dor, rigidez e limitação nos movimentos do ombro. Para pacientes que não respondem a tratamentos conservadores, como fisioterapia e medicação, a liberação artroscópica pode ser uma solução eficaz.
Entenda o que é a liberação artroscópica de capsulite adesiva, quando indicada, seus benefícios, possíveis contraindicações e muito mais, neste artigo. Confira!

O que é a capsulite adesiva?
A capsulite adesiva, conhecida como ombro congelado, é uma condição que afeta a articulação do ombro, caracterizada por rigidez progressiva, dor e limitação de movimento. Ela ocorre devido à inflamação e ao espessamento da cápsula articular, uma estrutura que envolve a articulação do ombro. Esse processo leva à formação de aderências e tecido cicatricial, dificultando os movimentos do braço.
A capsulite adesiva pode surgir sem causa aparente (idiopática) ou ser associada a fatores como diabetes, traumas no ombro, cirurgias ou doenças sistêmicas. O tratamento varia conforme o estágio da doença, podendo incluir fisioterapia, medicamentos e, em casos graves, procedimentos como a liberação artroscópica.
Quais as fases da capsulite adesiva?
Fase aguda ou inflamatória: Esta é a fase inicial da capsulite adesiva, onde a inflamação da cápsula articular provoca dor intensa, que geralmente piora à noite, dificultando o sono. Nessa etapa, os movimentos do ombro começam a ficar limitados, mas de forma leve a moderada. Muitas vezes, o paciente sente desconforto ao realizar atividades simples, como levantar o braço ou estender o braço para trás. Essa fase pode durar de 2 a 9 meses e é ideal buscar tratamento para minimizar o progresso da rigidez.
Fase de congelamento: Nesta etapa, a cápsula articular do ombro se torna mais espessa e rígida devido ao acúmulo de tecido cicatricial. A dor, que era mais intensa na fase anterior, começa a diminuir, mas a mobilidade do ombro é severamente comprometida. Movimentos simples, como pentear os cabelos, vestir uma camisa ou alcançar objetos em prateleiras altas, tornam-se extremamente difíceis. Essa fase geralmente dura de 4 a 12 meses e exige uma abordagem terapêutica para prevenir danos permanentes.
Fase de descongelamento: Durante essa fase, o corpo começa a reabsorver o tecido cicatricial, reduzindo a rigidez e permitindo uma melhora gradual da amplitude de movimento do ombro. A dor praticamente desaparece, mas a recuperação total pode levar tempo, dependendo da extensão do comprometimento inicial. Com acompanhamento adequado, o paciente pode voltar a realizar atividades normais. Essa fase pode durar de 6 a 24 meses, dependendo da resposta ao tratamento e da regularidade na reabilitação.
O que é a liberação artroscópica?
A liberação artroscópica é uma técnica minimamente invasiva usada para tratar a capsulite adesiva em casos graves ou resistentes. Durante o procedimento:
- O cirurgião faz pequenas incisões no ombro.
- Insere uma câmera (artroscópio) para visualizar a articulação.
- Utiliza instrumentos especiais para liberar as áreas de tecido enrijecido e cicatrizado.
- A articulação é mobilizada cuidadosamente para restaurar a amplitude de movimento.
Quando esse procedimento é indicado?
A liberação artroscópica é indicada quando os tratamentos conservadores, como fisioterapia, medicamentos anti-inflamatórios ou injeções de corticoides, não apresentam resultados satisfatórios após 6 meses a 1 ano de tentativa. Essa abordagem é recomendada especialmente em casos de rigidez grave e prolongada, onde o enrijecimento da cápsula articular compromete severamente a mobilidade e afeta atividades cotidianas, como vestir-se ou levantar o braço.
Além disso, é uma opção para pacientes que continuam com dor crônica e perda funcional significativa, mesmo após intervenções como a manipulação sob anestesia. A decisão pela liberação artroscópica deve ser cuidadosamente avaliada por um ortopedista especialista, considerando as características do paciente e os exames clínicos e de imagem.
Quais os benefícios da liberação artroscópica?
Os principais benefícios desse procedimento incluem:
- Recuperação mais rápida: Por ser menos invasivo do que uma cirurgia tradicional, a liberação artroscópica permite uma recuperação acelerada.
- Alívio imediato: A remoção do tecido cicatricial pode reduzir significativamente a dor e melhorar a mobilidade do ombro.
- Menos riscos: O procedimento é seguro, com baixas taxas de complicações.
- Personalização: O cirurgião pode tratar áreas específicas da articulação com precisão.
Como é realizada a liberação da artroscópica de capsulite adesiva?
O procedimento é feito em ambiente hospitalar, geralmente sob anestesia geral ou bloqueio regional, e envolve os seguintes passos:
Preparação e incisões: O cirurgião faz pequenas incisões ao redor do ombro para introduzir o artroscópio, um instrumento equipado com uma câmera, que permite visualizar a articulação em detalhes.
Visualização da cápsula articular: Com o auxílio do artroscópio, o cirurgião avalia a cápsula do ombro e identifica as áreas de tecido fibroso e cicatricial que estão restringindo os movimentos.
Liberação do tecido enrijecido: Utilizando instrumentos especializados, o cirurgião corta e remove o tecido enrijecido, liberando as aderências que limitam a mobilidade do ombro.
Mobilização da articulação: Após a remoção das restrições, o cirurgião realiza movimentos controlados do ombro para garantir a restauração da amplitude de movimento.
Finalização e fechamento: As incisões são fechadas com pontos ou fitas cirúrgicas, e o paciente recebe curativos.

Cuidados essenciais logo após o procedimento
Após a liberação artroscópica, o paciente inicia um programa de fisioterapia para fortalecer os músculos do ombro e prevenir a formação de novas aderências. A recuperação é geralmente rápida, e os pacientes experimentam alívio significativo da dor e melhora na mobilidade nas semanas seguintes ao procedimento.
Possíveis riscos da liberação artroscópica
Entre os possíveis riscos, podemos incluir:
- Infecções: risco raro, mas pode ocorrer nas incisões ou na articulação.
- Lesão de nervos ou vasos sanguíneos: danos às estruturas próximas ao ombro.
- Rigidez residual: possibilidade de manter alguma limitação de movimento.
- Formação de novas aderências: pode acontecer sem fisioterapia adequada.
- Sangramento ou hematoma: leve sangramento ou acúmulo de sangue nas áreas tratadas.
- Reações à anestesia: náuseas, tontura ou outras complicações relacionadas à anestesia geral ou regional.
- Dor persistente: a dor no ombro pode não desaparecer completamente em alguns casos.
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Se você ou alguém que você conhece está sofrendo com capsulite adesiva e sente que os tratamentos atuais não estão funcionando, a liberação artroscópica pode ser uma excelente alternativa. Entre em contato com um especialista em ortopedia para discutir essa possibilidade e avaliar se é o melhor caminho para você.
O Dr. Micael Paiva é médico ortopedista, especialista em ombro e cotovelo, formado em medicina pela Universidade Federal do Pará (UFPA), com residência médica no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Seu objetivo é proporcionar atendimento médico de alta qualidade, sempre com um enfoque humanizado.



