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08/01/2025Fratura da cabeça do rádio: O que é, sintomas e como tratar
A fratura da cabeça do rádio é uma lesão comum no cotovelo, especialmente em quedas onde se apoia a mão para tentar proteger o corpo. Esse tipo de fratura ocorre no osso rádio, um dos dois ossos do antebraço, precisamente na área que se articula com o cotovelo. Esse tipo de fratura é mais frequente em adultos, principalmente em atividades físicas de impacto ou acidentes.
Entenda mais sobre a fratura da cabeça do rádio, quais os principais sintomas, causas e como tratar, neste artigo. Leia mais!

O que é a cabeça do rádio?
O rádio é um dos dois ossos longos do antebraço – o outro é a ulna (ou cúbito). Ele está localizado no lado lateral do antebraço, próximo ao polegar, e é o principal responsável pela rotação do antebraço. Quando giramos a palma da mão para cima (supinação) ou para baixo (pronação), o rádio realiza um movimento de cruzamento sobre a ulna, possibilitando esses gestos.
A cabeça do rádio, por sua vez, é a parte superior desse osso, onde ele se articula tanto com o úmero (osso do braço) quanto com a ulna. Essa articulação é fundamental para a mobilidade do cotovelo, permitindo que o antebraço realize os movimentos rotacionais. Além disso, a cabeça do rádio contribui para a estabilidade do cotovelo, distribuindo as forças recebidas na articulação e facilitando movimentos essenciais para as atividades do dia a dia.
Entenda a fratura da cabeça do rádio
A cabeça do rádio é a parte arredondada que fica na extremidade superior do osso rádio e faz a conexão com o cotovelo, permitindo movimentos como a rotação do antebraço. Quando essa região sofre uma fratura, a mobilidade do cotovelo e do braço pode ser significativamente afetada, causando dores intensas e limitação funcional.
Quais os tipos de fratura?
As fraturas da cabeça do rádio são classificadas com base na gravidade e no tipo de lesão óssea. Essa classificação é fundamental para orientar o tratamento e pode ser dividida em três principais tipos, de acordo com o sistema de classificação de Mason:
- Fratura tipo I – fratura não deslocada: Pequenas fissuras ou fraturas onde os fragmentos ósseos não se deslocaram.
- Fratura tipo II – fratura com deslocamento moderado: Fraturas que apresentam um leve deslocamento dos fragmentos ósseos ou irregularidades na articulação do cotovelo.
- Fratura tipo III – fratura cominutiva: Fraturas complexas com vários fragmentos ósseos e deslocamento significativo. O osso da cabeça do rádio pode estar fragmentado a ponto de ser difícil de reconstruir.
Possíveis causas dessa fratura
As causas da fratura da cabeça do rádio geralmente estão ligadas a traumas diretos ou indiretos no braço. As principais incluem:
Quedas: A causa mais comum é uma queda em que a pessoa tenta se proteger estendendo o braço. Quando a mão toca o chão, a força do impacto se transmite ao longo do antebraço, o que pode resultar em uma fratura na cabeça do rádio.
Impactos diretos: Golpes no cotovelo, como em acidentes de carro ou colisões em esportes de contato, também podem provocar fraturas na cabeça do rádio devido à intensidade do impacto na articulação.
Traumas repetitivos: Embora menos frequentes, traumas constantes no cotovelo podem enfraquecer a estrutura óssea ao longo do tempo, aumentando a suscetibilidade a fraturas. Esse tipo de lesão por esforço repetitivo é mais comum em atletas ou trabalhadores que realizam atividades intensas e repetitivas, sujeitando o cotovelo a impactos constantes.
Esses fatores mostram a importância de medidas de proteção, como o uso de equipamentos de segurança em esportes e atenção em atividades de risco, para prevenir lesões na região do cotovelo.
Sintomas da fratura da cabeça do rádio
Os sintomas variam de acordo com a gravidade da fratura, mas geralmente incluem:
- Dor intensa no cotovelo – a dor costuma ser imediata e piora ao tentar mover o braço.
- Inchaço – o local da fratura geralmente fica inchado e pode apresentar hematomas.
- Dificuldade de movimentação – principalmente ao tentar estender ou girar o antebraço.
- Sensibilidade ao toque – a área ao redor do cotovelo pode ficar dolorida quando pressionada.
É importante procurar atendimento médico ao notar esses sintomas, pois uma avaliação detalhada é fundamental para confirmar a fratura e determinar seu tipo e complexidade.
Para um diagnóstico assertivo
O diagnóstico da fratura da cabeça do rádio é feito com uma avaliação clínica e exames de imagem. Primeiramente, o médico coleta o histórico detalhado do paciente, incluindo como ocorreu a lesão, a intensidade do impacto, sintomas e possíveis condições pré-existentes que possam influenciar o tratamento.
Em seguida, realiza um exame físico, observando sinais de inchaço, hematomas ou deformidades, e avaliando a amplitude de movimento do cotovelo e do antebraço para identificar limitações.
Para confirmar a fratura, o raio-X é o exame inicial mais utilizado, pois fornece uma visão clara dos ossos, mostrando a localização, tipo e extensão da fratura. Quando o raio-X não é suficiente para revelar todos os detalhes, a tomografia computadorizada (TC) é indicada. A TC oferece imagens tridimensionais precisas, sendo especialmente útil para avaliar fraturas complexas.
Essa combinação de histórico, exame físico, raio-X e, se necessário, tomografia, garante um diagnóstico preciso e auxilia o médico a escolher o melhor tratamento para a fratura da cabeça do rádio
Como é feito o tratamento da fratura da cabeça do rádio?
O tratamento da fratura da cabeça do rádio depende da gravidade e do tipo de fratura, que pode variar de uma pequena fissura a fraturas mais complexas com deslocamento. As principais abordagens incluem:
– Tratamento conservador
Para fraturas estáveis e sem deslocamento, o tratamento conservador costuma ser eficaz e envolve:
- Imobilização: O braço é imobilizado com uma tipoia ou órtese para proteger o local da fratura e reduzir a dor. Esse período de imobilização costuma durar de uma a duas semanas, para evitar rigidez articular.
- Medicação: Analgésicos e anti-inflamatórios são prescritos para controlar a dor e reduzir o inchaço, proporcionando mais conforto ao paciente.
- Fisioterapia: Após a fase inicial de imobilização, a fisioterapia é essencial para recuperar a mobilidade, flexibilidade e força do cotovelo e do antebraço. Exercícios de amplitude de movimento geralmente são iniciados de forma gradual, evitando complicações como rigidez articular.

– Tratamento cirúrgico
Em casos de fraturas mais complexas, onde há fragmentação ou deslocamento significativo dos ossos, a cirurgia pode ser necessária para restaurar a função do cotovelo. As opções cirúrgicas incluem:
- Fixação com parafusos e placas: Para fraturas onde os fragmentos ósseos são grandes e podem ser fixados com precisão, utiliza-se a fixação interna com parafusos e placas para estabilizar o osso e garantir uma boa cicatrização.
- Ressecção da cabeça do rádio: Em casos em que a fratura é grave e a cabeça do rádio está muito fragmentada para ser reconstruída, pode-se optar pela remoção parcial da cabeça do rádio. Esse procedimento é menos comum e costuma ser reservado para casos específicos.
- Prótese da cabeça do rádio: Em fraturas graves e multifragmentadas, especialmente em pacientes jovens ou ativos, pode ser indicada a substituição da cabeça do rádio por uma prótese. Esse procedimento ajuda a manter a estabilidade e a funcionalidade do cotovelo.
Principais cuidados para a recuperação e reabilitação
Independentemente do tratamento escolhido, a reabilitação é um passo essencial no processo de recuperação. A fisioterapia, com exercícios específicos para o cotovelo e antebraço, é realizada ao longo de semanas ou meses, dependendo da complexidade da fratura. O objetivo é restaurar a força, mobilidade e função do braço, promovendo uma recuperação completa.
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Se você sofreu uma queda e está com dores no cotovelo, não deixe de procurar ajuda. Quanto mais rápido for o diagnóstico, maiores são as chances de um tratamento eficaz e uma recuperação completa.
O Dr. Micael Paiva é médico ortopedista, especialista em ombro e cotovelo, formado em medicina pela Universidade Federal do Pará (UFPA), com residência médica no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Seu objetivo é proporcionar atendimento médico de alta qualidade, sempre com um enfoque humanizado.



